Em parceria com a Making, agência especializada em experiências e conteúdos e com a Awardtoday, agência de comunicação, participação na divulgação do Centenário da Colónia Balnear Infantil de "O Século"*, criada em 1927, pelo jornal "O Século", gerida desde 1998 pela Fundação "O Século".
(em produção)
* Em 1927 nasceu, na Trafaria, a Colónia Balnear Infantil de "O Século" pela mão do Jornal "O Século" e do seu director João Pereira da Rosa. A Colónia passou a acolher então crianças carenciadas de todo o país em períodos de 15 dias de férias, férias que de outro modo nunca teriam. Até 1943 os custos da Colónia foram assumidos pelo jornal que fazia apelos a donativos cujas listas apareciam periodicamente nas suas páginas. Em 1943 a Colónia já tinha proporcionado férias a 31.123 crianças - tornava-se difícil o seu financiamento. João Pereira da Rosa decidiu criar um financiador empresarial para a obra e solicitou autorização para criar em Lisboa "uma feira internacional de amostras": foi assim que nasceu a Feira Popular de Lisboa que desde então passou a financiar as férias das crianças pobres. Ainda em 1943 o Conde de Monte Real doou ao jornal "O Século" a quantia de 200.000 escudos a fim de comprar os terrenos sitos junto á Av. Marginal em S.Pedro do Estoril, onde foi construído o novo edifício da Colónia com 8.000 metros quadrados de área habitável numa zona privilegiada e com acesso directo à praia. Continuaram as férias para crianças pobres e pela Colónia passaram já mais de 150.000 crianças. O Jornal “O Século” foi nacionalizado no pós 25 de Abril tendo sido decretada, posteriormente a extinção da Empresa Pública do Jornal “o Século” pelo Decreto Lei 162/79 de 29 de Dezembro, determinando que a extinção desta entidade “envolverá, inexoravelmente a alienação de todo o seu património nomeadamente o da Colónia Balnear Infantil". No seguimento deste decreto, o Conde de Monte Real reclamou para si a propriedade do edifício e dos terrenos da Colónia Balnear Infantil visto que estes tinham sido doados pelo seu pai, prevendo o acto de doação como finalidade a “assistência à infância desvalida" e assistindo aos herdeiros o direito de reaverem a propriedade ou o seu valor em caso de lhe ser dado outro destino. Esta reclamação pôs fim à intenção de alienação do edifício e terrenos da Colónia Balnear Infantil transformando o processo de liquidação da Empresa Pública Jornal “O Século” no mais longo de que há memória. O conjunto solidário Colónia Balnear Infantil “O Século” Feira Popular de Lisboa resistiu assim ao processo de liquidação da empresa: a Colónia continuou a acolher crianças carenciadas e a Feira Popular de Lisboa, seu financiador de base, continuou a divertir os lisboetas. Mas a degradação instalou-se – foi mais um processo de resistência que de consolidação. O estatuto de empresa em liquidação não permitia mais. Em 1996 Rodolfo Crespo, que foi chamado a presidir à Comissão Directiva que orientava o conjunto Colónia Balnear Infantil/Feira Popular de Lisboa, propôs a transformação do estatuto e a criação de uma Fundação que consolidasse a obra social. O acto de criação da Fundação teve lugar no dia 3 de Abril de 1998 e teve como signatários Rodolfo Crespo, Fernando Pádua, Armando Baptista Bastos, Alfredo Augusto Dias, Custódia Fernandes, Alexandre de Oliveira, Emanuel Martins, Joaquim dos Reis Marques e José Fraga. Entretanto foram associados ao projecto e integraram o Conselho de Curadores personalidades como Alípio Dias, Rui Nabeiro e a Condessa de Monte Real, neta dos doadores do terreno onde nasceu a Colónia Balnear. No dia 18 de Junho 1999 a Fundação “O Século” foi reconhecida como Fundação de Solidariedade Social com o estatuto de Utilidade Pública. Em Setembro de 1999 por despacho conjunto da Presidência do Conselho de Ministros e dos Ministérios da Solidariedade Social e do Trabalho e das Finanças, o património Colónia Balnear Infantil de “O Século” e a Feira Popular de Lisboa, como financiador de base, foram afectados à Fundação.
Agradecimentos Fundação "O Século" ~ Município de Cascais



