ARTIGO, CORROSÃO E PROTECÇÃO DE MATERIAIS, 35
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Isabel Tissota,b, O.C. Monteiroc, Maria Alexandra Barreirosd, Maria Guerrae. Atmospheric Corrosion of Patinated Silverwork: a Conservation Challenge. Corrosão e Protecção de Materiais, LNEG, 2016, 35, pp.15-19. 10.19228/j.cpm.2016.35.05. hal-02426539.
Atmospheric corrosion of patinated silverwork: a conservation challenge
a Laboratório LIBPhys, Universidade NOVA de Lisboa b Archeofactu c Centro de Química e Bioquímica, Faculdade de Ciências, UL
d Laboratório Nacional de Energia e Geologia, LEN/UER e ArchAm - UMR 8096 CNRS, MAE, Nanterre, França
Resumo
A aplicação de pátinas em objectos de prata, para produzir uma superfície de cor acinzentada a preta, é uma técnica de decoração frequentemente utilizada por ourives. A pátina é obtida por aplicação de uma solução, normalmente à base de compostos de enxofre, formando um revestimento constituído por compostos de prata e enxofre. Sendo estes compostos semelhantes aos produtos de corrosão atmosférica da prata, a conservação de objectos corroídos em prata com pátina levanta questões relacionadas com a incompatibilidade de tratamentos, resultantes da semelhança entre os compostos formados intencionalmente e os da corrosão atmosférica. Para definir tratamentos de conservação específicos, é fundamental caracterizar as superfícies com pátina e com pátina corroída. Neste estudo, amostras de prata sterling com pátina foram corroídas por imersão numa solução contendo sulfuretos. A caracterização das superfícies com pátina antes e após corrosão foi realizada por espectrofotometria de UV-Vis, difração de raios-X e por microscopia electrónica de varrimento com espectrometria de raios-X dispersiva em energia. Os resultados revelaram que a corrosão das amostras de prata sterling com pátina compreende a dissolução da pátina seguida da formação de produtos de corrosão com composições e morfologias distintas contendo sulfuretos de prata e sulfuretos de cobre.

