ARTIGO, SPECTROCHIMICS, ACTA PART B
- I. Tissota, L.G. Troalenb, M. Mansoa,c, M. Pontingd, M. Radtkee, U. Reinholze, M.A. Barreirosf, I. Shawd, M.L. Carvalhoa, M.F. Guerrah. 2015. A multi-analytical approach to gold in Ancient Egypt: studies on provenance and corrosion (Uma abordagem multi-analítica ao ouro no Antigo Egito: estudos sobre proveniência e corrosão), Spectrochimica, Acta Part B: Atomic Spectroscopy, doi: 10.1016/j.sab.2015.03.012
A multi-analytical approach to gold in Ancient Egypt: studies on provenance and corrosion
a Laboratório LIBPhys, Universidade NOVA de Lisboa // Archeofactu b Museus Nacionais da Escócia
c Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa d Arqueologia, Clássica e Egiptologia, Universidade de Liverpool
e BAM - Instituto Federal de Pesquisa e Teste de Materiais f Laboratório Nacional de Energia e Geologia
h ArchAm, UMR 8096 CNRS - Universidade Paris Sorbonne, MAE,
Resumo
Resultados recentes de um projecto multidisciplinar de três anos sobre jóias de ouro do Antigo Egito revelaram que peças de joalharia do Império Médio ao Império Novo foram fabricadas utilizando uma variedade de ligas de ouro aluvial. Estas ligas abrangem uma vasta gama de cores e a maioria contém inclusões de elementos do grupo da platina. No entanto, em todas as lâminas de ouro analisadas, estas inclusões estavam ausentes. Neste trabalho, uma selecção de peças de madeira e couro douradas e fragmentos de lâminas de ouro, todos provenientes das escavações de John Garstang em Abidos (principalmente de túmulos do Império Médio), foram examinados utilizando microscopia electrónica de varrimento com espectroscopia de dispersão de energia (MEV-EDS), fluorescência de raios X (µXRF), emissão de raios X induzida por partículas (µPIXE) e fluorescência de raios X de dupla dispersão (D2XRF). O trabalho permitiu caracterizar a composição das ligas base e também revelar a presença de Pt em níveis residuais, confirmando a utilização de depósitos aluviais de ouro. Os produtos de corrosão foram também investigados nas lâminas onde se observou oxidação superficial. Os resultados mostraram que as diferenças na cor da corrosão observadas nas lâminas estão relacionadas não só com a espessura da camada de corrosão, mas também com uma estrutura multicamada contendo os vários produtos de corrosão.

