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'Unveiling the art of René Lalique with...'

2018 Publication

PAPER, JOURNAL OF CULTURAL HERITAGE

  • Isabel Tissota,b, Marta Mansoa,c, Maria F. Guerraa,d. 2017. Unveiling the art of René Lalique with XRF and Raman Spectroscopy - Technological innovation in jewellery production. In Journal of Cultural Heritage, Vol. 33, Sep-Oct, p. 83-89,
    Unveiling the art of René Lalique with XRF and Raman Spectroscopy...

    a LIBPhys, NOVA University Lisbon  b Archeofactu  c Faculty of Fine Arts, University of Lisboa
    d UMR 8096 CNRS-ArchAm, MAE, France

Abstract
Vinte das oitenta e duas jóias criadas por René Lalique, um dos artistas mais representativos do movimento Arte Nova, actualmente na colecção do Museu Calouste Gulbenkian (Lisboa), foram estudadas com recurso à fluorescência de raios X móvel (µXRF), microscopia óptica e radiografia digital para caracterizar os materiais e identificar as técnicas de fabrico. As joias são frequentemente compostas por uma base de ouro, por vezes patinada, onde foram incorporados materiais coloridos mais ou menos transparentes, como esmaltes e pedras preciosas. Informações adicionais sobre as técnicas de decoração foram obtidas através de espectroscopia µXRF e µRaman, estudando-se duas das peças mais ilustrativas de uma pesquisa de efeito policromático. Os dados mostram que a fundição de metal foi a principal técnica de conformação utilizada por Lalique. A superfície era frequentemente deixada no seu estado bruto de fundição. Contrariamente ao que a literatura indica, as ligas de ouro amarelo e amarelo-esverdeado utilizadas contêm 77 a 83% em peso de Au, não tendo sido detectada a presença esperada de Cd. Quando patinadas de preto, as superfícies de ouro foram cobertas por uma camada artificial que pode ser estimada em cerca de 70–80 µm de espessura. Esta camada consiste numa mistura de sulfuretos de Ag e Cu. Em algumas das zonas patinadas, foi também identificado AgCl resultante de um processo de corrosão. Tal como esperado para os esmaltes do século XIX, a matriz vítrea é um vidro sílica-alcalino contendo Na2O e PbO. Os compostos de chumbo-arsénio serviram tanto como opacificantes como corantes brancos. Os dados sugerem que a cor azul foi obtida com minerais de cobre e cromato, e a rosa com óxidos de ferro.

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